HISTORIA E GENEALOGIA DA FAMÍLIA PAGANINI

COMPILADA E REDIGIDA POR ENG. DERCIO A. PAGANINI

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·        Obra

Niccolò Paganini compôs sua primeira obra, uma sonata para violino, aos oito anos de idade. Em 1794, compôs as Variações sobre La Carmagnola, obra que lhe ofereceu o reconhecimento dos apreciadores da música romântica.

Escreveu as 24 Fugas a Quatro Vozes em 1796, mostrando que mesmo com pouca idade já dominava as técnicas de orquestração. Escreveu em seguida uma série de variações sobre obras do compositor francês Rodolphe Kreutzer, variações estas nunca apresentadas publicamente.

Começou a compor seus Caprichos em 1799 e só os acabou em 1802. Após compor estas peças começou a escrever os Duetos Amorosos para Violino e Violão, em homenagem a uma nobre pela qual Niccolò se apaixonou. Em 1807, já apaixonado pela Princesa Elisa, irmã de Napoleão, compôs a Cena Amorosa para Duas Cordas.

Logo em seguida escreveu a Sonata Napoleão para a Quarta Corda, pela qual foi nomeado capitão. Em 1813 compôs sua mais ambiciosa obra até o momento, Le Streghe, baseada em uma história de bruxas. Escreveu antes de 1824 mais uma série de variações e os Concertos para Violino e Orquestra nos.1 e 2 . Dentre suas obras mais importantes estão ainda a Sonata Militar sobre um tema de Mozart, as Variações sobre um Tema de Paisielo e os Quartetos para Violino e Violão.

os caprichos

Com certeza os 24 Caprichos para Violino Solo, op. 1, é a mais ousada obra composta por Paganini. Composta inicialmente apenas para treinar a técnica do instrumentista, a obra tornou-se um dos mais importantes trabalhos do compositor.

A obra mereceu grande atenção até mesmo de compositores de outros instrumentos, como Franz Liszt, em seus Estudos de Paganini. O vigésimo-quarto capricho foi ainda escolhido para estudos de grandes músicos como Brahms, Lutoslawski, Rachmaninoff e outros.

A obra-prima de Paganini, Veitequattro Capricci per violino solo, Op. 1, foi composta entre 1800 e 1810, e é um marco do romantismo. Não somente um exercício de virtuosismo, os caprichos são de uma beleza arrebatadora. A riqueza de recursos do instrumentista abriu muitas portas à criatividade do compositor, e Paganini usa todo tipo de idéias musicais nos caprichos. Combina movimentos de arco com pizzicatos, usa martellatos e stacattos, altera a afinação no meio da peça, e deixa-se influenciar por fontes tão diferentes como barcarolas venezianas, temas ciganos e contraponto barroco. Os vinte e quatro caprichos são ao mesmo tempo uma enciclopédia da arte do violino e uma deliciosa audição

Os Capricci foram incluídos no quadro de ensino de diversas escolas de música do mundo inteiro pela sua perfeição técnica e dificuldade de execução. Professores costumam ensiná-los para aqueles que já possuem um conhecimento elevado da música e precisam apenas de aperfeiçoamento técnico, como agilidade na mão esquerda (para destros) em instrumentos de cordas.

Muitos instrumentistas atuais, em estilos como Rock e Heavy Metal, estudam esta obra para alcançar técnica invejável. Ao ouvir as gravações desta composição, quando tocada por bons músicos, é difícil acreditar que existe ali apenas um instrumento tocando, devido a pluralidade de cordas simultâneas, característica facilmente associada a Paganini. É ouvir para se surpreender.

Grande Sonata em Lá Maior: Violão

Notável violinista da época romântica, Paganini ainda jovem decidiu usar seu extremo virtuosismo técnico em outro instrumento: o violão. As mesmas características que o tornaram célebre como compositor e intérprete ao violino aparecem no instrumento de cordas pinçadas. A maestria com que o compositor utiliza os recursos técnicos do instrumento até hoje é impressionante, e nos oferece um retrato de sua época, quando o virtuosismo do bel-canto contaminava a música instrumental, originando momentos de grande bravura ao lado do lirismo melódico e da rica ornamentação de temas e acompanhamentos.

A Grande Sonata em Lá Maior é uma das mais bem sucedidas peças de Paganini hoje interpretadas ao violão solo. Curiosamente, a obra foi concebida para violão e violino, mas posteriormente assumiu independência ao violão, em várias transcrições. A sonata surgiu em uma situação singular.

Paganini escreveu várias peças para violino e violão, e costumava apresentá-las ao lado do violonista também italiano Luigi Legnani. Este, cansado de apenas acompanhar o violino, que sempre recebia o papel principal nas obras, pediu que Paganini escrevesse algo em que o violão ficasse em primeiro plano. Tempos depois, Paganini apareceu com uma nova peça, e sugeriu ao colega que trocassem os instrumentos para a primeira apresentação. Contente por finalmente poder tocar a parte principal, que deveria ser a do violino, Legnani concordou. Mas logo percebeu que a obra - a Grande Sonata - era aquela que ele pedira, e a parte do violão era a principal, agora executada por Paganini.

Este episódio folclórico pode ilustrar o apego de Paganini ao virtuosismo e ao exibicionismo. Mas junto com isso vem a alta qualidade musical de suas obras, incluindo a Grande Sonata. O tema, bastante melodioso, tem feições interessantes. Suas primeiras notas mal sugerem uma harmonia, um tom. Apenas no meio aparece o acorde de Lá maior, o que resulta, para muitos, em uma certa languidez, um clima poético e introspectivo.

Mas o brilhantismo da obra e as ornamentações virtuosíssimas não demoram a aparecer. O segundo tema já tem maior vivacidade, e suas melodias ascendentes e descendentes sugerem o melodismo das óperas do romantismo italiano. O final do primeiro movimento, Allegro risoluto, lembra o costume de Paganini de exigir o máximo do violino, atingindo as notas mais agudas e, em momentos brilhantes, ultrapassando os limites do instrumento ao usar harmônicos artificiais. Eis aqui o característico efeito paganiniano de romper o espaço tradicional dos instrumentos (e portanto da música), sublinhando a atitude heróica do compositor e intérprete romântico.

Niccolò Paganini

a descendência

Como foi visto acima, Niccolò Paganini teve apenas um filho, Achille Ciro Alessandro, o Achilino

Segundo dados históricos, Achile teve 3 filhos: Giancarlo, Pierluiggi e Roberto, e ainda uma filha, Colomba.

Giancarlo e Colomba mudaram-se para Pádua, e lá se casaram e constituíram família. Dos outros dois, não se tem dados precisos, porém, tudo indica que migraram para a França e seus descendentes migraram para os Estados Unidos, sendo que alguns passaram à Inglaterra, e outros para a Argentina, de onde se tem notícia de Alfredo Domingo Paganini nascido em 08/09/1894 em Buenos Aires, Argentina e falecido em 08/02/1964 em Buenos Aires, Argentina, e 

foi casado com Carmen Gimenez Paganini também em Buenos Aires, Argentina

Giancarlo casou-se com Bianca Piovani, e teve diversos filhos, dos quais se tem certeza de apenas 2 deles, Lorenzo e Francesco.

De Francesco, sabe-se com certeza que se casou (não se tem certeza do nome de sua esposa) e que teve seis filhos, e segundo relatos de deescendentes que ainda vivem na região de Pádua, pelo menos três desses filhos de Francesco vieram para o Brasil, tendo chegado pelo porto do Rio de Janeiro, e se dirigido posteriormente, dois para Minas Gerais e um para a Bahia ou regioão nordeste.

Lorenzo casou-se com Maria de Leon, e passou a morar em Ponte San Niccolò, em Pádua, local de nascimento de seus 4 filhos: Antonio, Ricardo, Teresa e Colomba.

Familia de Lorenzo Paganini: da esquerda para direita: Colomba, seu marido Buffalo Maria de Leon Paganini Ricardo Paganini Teresa Paganini, Lorenzo Paganini Judita (no colo) Genoefa, esposa de Antonio e Antonio Paganini

 

A essa altura, a vida estava ficando muito difícil na Itália, devido às crises e ao excesso de pessoas, além do fato de a família ter crescido muito e a pequena fortuna herdada de Niccolò havia se esvaído totalmente, e esses descendentes viviam como camponeses em terras já cansadas do Norte da Itália.

Seus irmãos Francesco e Antonio, emigraram para o Brasil, e não se sabe exatamente onde ficaram instalados, porém, depois de algum tempo teve-se notícia que seus descendentes estavam localizados em uma região ao norte do estado da Bahia, em Feira de Santana, também no Brasil com o nome de Luigi, sendo que um deles foi para a Argentina, possivelmente o Antonio.

Lorenzo resolveu então, juntamente com sua esposa Maria e seus quatro filhos, emigrar também para o Brasil, pois na época esse país estava necessitando de muita mão-de-obra para as lavouras de café em pleno auge.

Esse ramo da família Paganini e então emigrou, e em 1 de abril de 1896 no navio Fortunata, desembarcaram em Santos, Lorenzo Paganini, nascido em 1841, e sua esposa,  Maria de Leon Paganini, a qual era francesa e havia se casado com Lorenzo na Itália, e lá tivera 4 filhos: Antônio, nascido em Ponte San Niccolò, Pádua, em 1884, e portanto chegou ao Brasil com 12 anos de idade,  Colomba, que chegou com 9 anos, Ricardo, nascido em 1890, então chegou com 5 anos e Teresa com 3 anos.

O destino de Lorenzo e sua família já estava determinado, e de Santos tomaram o trem, e depois de passarem pela Imigração em São Paulo, rumaram para Itatiba, São Paulo, onde foram trabalhar na cafeicultura, na fazenda Simeoni

Familia de Ricardo Paganini -

da esquerda para direita: Oreste, Roberto (no chão), Yolanda, Ézida, Maria, Ricardo, Rosa e Ida (esposa)

 

Nessa mesma fazenda os filhos foram crescendo, e Antônio Paganini, em 1905, com 21 anos de idade, casou-se com Genoefa Franchin, enquanto Ricardo, em 4/11/1916 casou-se com Ida Bianchi, filha de Santo Bianchi e Anunziata Consolini Bianchi. Colomba casou-se com um rapaz da família Buffalo, e Teresa casou-se com um rapaz da família Bianchi.

Família de Antonio Paganini

Da esquerda para direita:

Judita

Fionda

Genoefa(esposa)

Almerindo (no colo)

Florindo

Faustino

Da união de Antônio e Genoefa, nasceram 8 filhos: Judita (1905), Faustino (1906), Florindo (07/11/1908), Adelino, Almerindo, Fionda, Attílio, e Lourenço, sendo que atualmente o único vivo é Attílio Paganini.

Da união de Ricardo e Ida, nasceram 6 filhos: Oreste (falecido), Rosa, Maria, Iolanda, Roberto (falecido) e Ézida. O ramo da família de Antônio e Genoefa Paganini, teve uma grande perda,  pois, em 1921, falecia Antônio, vítima de um acidente, pois, devido à falta de assistência médica urgente, Antônio teve que ser transportado para São Paulo, e uma viagem que hoje demora no máximo uma hora, naquela época demorava pelo menos um dia inteiro, e quando Antônio, sempre acompanhado pelo irmão Ricardo, chegou ao Hospital das Clínicas, infelizmente era muito tarde, pois apesar de ter recebido um grande tratamento, não suportou os ferimentos e veio a falecer, e foi sepultado no cemitério do Araçá.

Ricardo voltou para Itatiba, com a triste incumbência de dar a notícia a Genoefa e seus filhos, porem com uma responsabilidade ainda maior, a de assumir o controle da família toda, pois além de seus 6 filhos, deveria cuidar dos 8 sobrinhos, da cunhada e da mãe, pois seu pai já havia morrido em 1916, com 65 anos de idade.

Nessa época, Antônio já havia conseguido, a custas de grandes sacrifícios, e do trabalho de todos os filhos, principalmente Judita (16 anos), Faustino (15 anos), Florindo (13 anos) comprar um pequeno sítio em Itatiba, onde estava morando  com a família. Para ali se mudaram então, Ricardo, sua esposa, Ida, e seus 5 filhos ( pois Roberto ainda não havia nascido).

A família ali ficou, com a responsabilidade de Ricardo, porém, a matriarca, Maria, governava a casa de modo a manter toda a prole bastante unida. Os tempos estavam difíceis, o sítio era pequeno para a plantação de café, e apesar do esforço de todos, pois Florindo e Faustino saiam pela manhã para vender leite na cidade de Itatiba, antes de irem para a escola. Na chácara, com Ricardo e Ida, Judita e os outros irmãos e primos cuidavam das plantações de tomate e das criações, até que os dois mais velhos voltavam da escola e também iam trabalhar no cultivo da terra, com as plantações de tomates, frutas e hortaliças, que utilizavam para vender e conseguir algum dinheiro para o sustento.        Com o passar do tempo e aumento das dificuldades, os filhos mais velhos, Faustino e Florindo precisaram deixar o curso primário para trabalhar em prol da família. Esse tipo de vida não satisfazia aos irmãos mais velhos, e a irmã Judita se casou com José Corcelli, diminuindo assim a mão de obra familiar, e dessa forma, os filhos e a esposa de Antônio Paganini resolveram vender tudo o que tinham conseguido com muito esforço e irem para São Paulo em busca de melhores dias, e assim o fizeram, e em 1926 foram para a capital e se dirigiram ao bairro de Vila Marieta, onde já habitava um outro imigrante italiano, Domingos De Carlo, já conhecido deles, pois também morara em Itatiba.

Com auxílio desse conhecido, os Paganini conseguiram alugar uma casa na Rua Jorge Augusto Assunção, onde moraram por algum tempo, até que compraram alguns terrenos na antiga Estrada Velha de São Miguel, hoje Av. Amador Bueno da Veiga.

Cada um dos irmãos que estava em idade de trabalhar, procurou e encontrou emprego: Faustino na Fabrica de Telas Rezimini, na Praça Sílvio Romero (Hoje extinta), Florindo em uma fábrica de tamancos do Campos, no Brás, Almerindo na Indústria de Telas e Peneiras Lebre, na rua Joli, Fionda em uma tecelagem no Brás, Adelino em uma sapataria, Attílio e Lourenço, mais novos, passaram a ser aprendizes de alfaiate.

Durante algum tempo foram vivendo como podiam com seus salários, mas, o espírito dos Paganini sempre foi progressista, e os irmãos Faustino  e Almerindo Paganini deram início ao seu próprio negócio, e, por volta de 1940, montaram uma pequena fábrica de telas metálicas, baseados na experiência de seus ofícios. A partir de 1942, houve o ingresso de outro irmão, Florindo Paganini na sociedade, e Faustino produzia com uma simples máquina comprada em ferro velho, telas para estuque (naquele tempo todas as casas utilizavam forro de estuque em vez de lajes de forro) e Almerindo e Florindo saiam pelas ruas vendendo o produto.

 Eles vendiam e eles mesmos iam fazer a instalação das telas nas construções, carregando os rolos de tela nos ônibus e bondes da cidade. Desde então o nome PAGANINI passou a se firmar nesse ramo, os descendentes se orgulham hoje de ser o mais antigo e tradicional nome no mercado de telas metálicas, arames, peneiras e tecidos sintéticos do Brasil.

 No início, esse nome estava ligado à fabricação das telas "oblongas" para estuque, e telas para alambrado, até por volta de 1948, quando se deu o início da fabricação de peneiras. Em 1949/50, foi importado o primeiro tear da França, para fabricação de tecidos em ferro galvanizado para montagem de peneiras. A partir daí, houve o início de uma fase de grande desenvolvimento e em 1952 a indústria importou mais uma máquina da Alemanha.

A partir desse tear, os sócios começaram a produzir suas próprias máquinas, tanto teares de lançadeira como máquinas para tecelagem de alambrado.

Por volta de 1959/60, já com a participação dos representantes da 4ª geração de Paganini's no Brasil, Dercio, Vilson e Cláudio, foram adquiridas as primeiras máquinas para tecelagem de telas hexagonais para aviários em geral e suinocultura.

Nos anos 70 faleceram os sócios fundadores, e seus filhos, Dercio, filho de Florindo, Vilson e Silvio, filhos de Faustino, passaram a administrar as industrias.

Houve então um novo e grande surto de desenvolvimento da indústria, pois com novas idéias e muito mais conhecimento, esses sucessores fizeram da pequena indústria deixada por seus pais, uma verdadeira empresa. Em 1972 estes diretores compraram uma fábrica de telas tipo "deploye" (de metal expandido para estuque e forrações), e essa indústria produzia também sarilhos para poço.

Em 1974 foi comprado um terreno em Itaquaquecetuba, e construída a nova fábrica, em amplo espaço, pois os novos diretores já previam um grande desenvolvimento do setor.

As indústrias PAGANINI, hoje produzem uma grande variedade de telas metálicas, monofilamentos de PE (polietileno) de alta densidade, tecidos sintéticos e quaisquer tipos de peneiras manuais para lavoura, uso doméstico e construção civil.

Atualmente exercem a direção da indústria em Itaquaquecetuba, a quinta geração do nome PAGANINI, ou seja, Maurício, filho de Dercio, engenheiro mecânico, e Ricardo, filho de Vilson e engenheiro civil.

O nome PAGANINI hoje está perfeitamente apto e tecnicamente capacitado para produzir quaisquer tipos de peneiras, telas metálicas ou sintéticas, bem como possui tecnologia suficiente para construção de teares de lançadeira e máquinas para telas hexagonais, bem como todos os dispositivos para montagem de peneiras e manipulação de madeiras de pinho.

Os produtos dessa indústria são encontrados em todos os estados do Brasil, inclusive, já foram feitas diversas exportações de peneiras manuais, especiais para garimpo, para diversos países da América do Sul, inclusive para os Estados Unidos da América.

Além da parte comercial e industrial, os Irmãos Paganini sempre tiveram a preocupação com o lado social, principalmente com a população do bairro, tanto é que às suas próprias custas, e em terreno de sua propriedade, construíram e mobiliaram uma sala de aula que sendo a primeira escola do bairro, viria a se tornar no que é hoje o Colégio estadual professor Teodomiro Emerique, situado na rua Candapuí.

           Em 1950, compraram o terreno da esquina da Av. São Miguel com a Rua Uicó, e construíram um cinema (Cine Paganini, o primeiro do bairro) e um prédio com 4 apartamentos, e em 1954 construíram o atual prédio industrial para a empresa, e mais um prédio de 6 apartamentos.

Durante os anos entre 1950 e 1970, os irmãos Paganini, com a entrada do outro irmão, Adelino, para a sociedade, montaram fábrica de calçados, fábrica de canetas-tinteiro, posto de gasolina, fábrica de borracha, fábrica de sabão, e chegaram a ter o Cine Paganini, e o Cine Santo Antônio, no Cangaíba.

Em 1954, os irmãos Paganini, juntaram-se a diversos outros moradores do bairro e fundaram a Sociedade Amigos das Vilas Unidas de Vila Marieta ( S. A. V. U. M. ), uma entidade que perdura até os nossos dias, e que por muitos anos teve sua sede nas propriedades dos irmãos Paganini. Florindo Paganini foi presidente dessa Sociedade por 8 anos consecutivos, Adelino foi tesoureiro, e Almerindo diretor de Patrimônio, e sempre trabalharam incansavelmente para a ascensão da entidade e para o progresso do bairro.

Participaram também da fundação do Grêmio Recreativo Olímpicus de Vila Marieta, da construção da primeira igreja do bairro (antiga Capela de Santa Filomena, hoje Paróquia de São João Evangelista), do primeiro salão de bailes, das primeiras casas de comércio, construíram dependências para os primeiros bares, pastelarias, quitandas, o primeiro carro (Chevrolet 1934) que efetivamente prestasse serviços à comunidade, principalmente como ambulância,  etc.

Devido ao progresso da empresa, hoje, o espaço de terreno ocupado pelo prédio se tornou pequeno, e a firma decidiu mudar seu parque industrial para Itaquaquecetuba, mas o local, ou seja, o início da atual Av. São Miguel, se tornou um marco, um ponto de referência, pois em vez de vila Marieta, o local é muito mais conhecido como Paganini, e temos notícias que muitas pessoas que chegam de outros estados, ao tomarem condução na rodoviária, pedem para os motoristas que desejam ir até o Paganini, e logicamente, a maioria dos motoristas de ônibus da região conhece o local.

continua

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